" A inquietude não deve ser negada, mas remetida para novos horizontes e se tornar nosso próprio horizonte."
Edgar Morin

terça-feira, 18 de junho de 2013

BRASIL NUNCA DORMIU...FLORESCENDO NA DEMOCRACIA


Emblemático o que ocorre no Brasil. Um recado indignado da população aos poderes legislativo e executivo (esse ultimo o comandante do legislativo nacional) : 
Não a corrupção... Não ao nepotismo... Não ao fisiologismo... Não ao corporativismo... Não a ingerência pública... Não a impunidade... Não aos superfaturamentos de obras... Não aos desmedidos gastos públicos... Não e Não!
O Brasil conquistou rosto e voz cidadã... uma nascitura identidade cultural esta metamorfoseando e gerando um novo corpo social... E se quer mais... Políticas públicas concretas para uma sociedade carente de saúde pública, educação, transporte de qualidade. Uma manifestação como essa ocorreu há 20 anos no impeachment do presidente Collor... Agora os Cara Pintadas do século XXI, historicamente sucumbem a letargia eleitoreira e os devaneios febris do poder de políticos insanos que tentam subestimar a capacidade de politização de um povo corajoso, trabalhador e ordeiro. As manifestações não pararão por aqui. Amanha, ou melhor, hoje elas continuaram. Boquiabertos os do poder estão experimentando inquietude de não saber o que fazer nesse momento. SOMENTE UMA RESSALVA: É inconcebível a violência de algumas dezenas de pessoas que INFILTRAM NAS MANIFESTACOES PARA desarticular UMA LEGITIMA LUTA de linhagem reivindicatória justa, a qual esperamos ser abraçada pela nossa jovem democracia. PAZ! E Persistência sem Violência.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O domingo da força bruta - Evolução do Brasil em campo. Evolução do Brasil fora de campo - Blog de *Julio Gomes


O fato é que esse país está cansado. Está cansado de quem governa, de quem já governou e de quem se propõe a governar, está cansado de governo e oposição. Está cansado da política, da palhaçada que vemos todos os dias nos Congressos, Assembleias e tribunais. Joseph Blatter “exigiu” fair play em seu discurso. É exatamente assim que a Fifa agiu até agora e seguirá agindo, mandando e desmandando, exigindo que todos baixem a cabeça a seus caprichos. Os governantes podem ter sucumbido, mas as 67 mil almas que vieram ao estádio deram o seu parecer. Blatter pediu fair play e ouviu o que deveria ter ouvido há muito tempo. Falou o que quis, ouviu o que não quis – finalmente.

A senhora Dilma Rousseff, a quem não avaliarei aqui, para que o debate não se distorça, precisa entender que ela está fazendo parte de uma gigante palhaçada. É possível gostar do futebol, mas ficar revoltado com uma Copa do Mundo superfaturada. É possível querer estádios bacanas e modernos, mas que eles não sejam feitos com derrame de dinheiro público, ausência de planos de viabilidade e licitações para lá de duvidosas.

O governo federal e os estaduais (estes, de diversos partidos, governistas e de oposição) foram partícipes ou coniventes com tudo isso. A festa é legal, mas quem paga a conta somos nós, e quem leva o dinheiro dessa conta são poucos, muito poucos. Em regra, não são meus amigos. E nem teus, leitores. Eu sou a favor da Copa no Brasil e, ao mesmo tempo, fico revoltado com os despejos e com o descaso com o que realmente importa, o legado para as cidades envolvidas.

Vocês acham que o que acontece em São Paulo acontece por causa de 20 centavos? Os protestos em Brasília só porque foi gasto dinheiro demais no estádio? As vaias de hoje só porque o estádio era dominado por anti-petistas?

Pois bem. Continuem achando. Vivam nesse maniqueísmo tosco que domina nossa sociedade, do bem contra o mal, o preto ou o branco. Esse país está virando um barril de pólvora, porque as pessoas não aguentam mais. E Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíada são o fósforo perfeito para esse fogo chegar ao barril. Hoje, os políticos tiveram um cheiro. Eles ainda têm um ano para buscar a redenção. Que busquem, pois.
* Julio Gomes é jornalista esportivo que iniciou sua carreira no UOL, onde foi editor de Esporte e trabalhou até 2003. Viveu por 5 anos na Europa - a maior parte do tempo em Madri, mas também em Londres, Paris e Lisboa. Neste período, estudou, foi correspondente da TV e Rádio Bandeirantes e comentarista do Canal+ espanhol, entre outras publicações europeias. Foi editor-chefe de mídias digitais e comentarista da ESPN